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QUINTA DO QUIM

FADOを歌おう、キンちゃん邸

FADOを歌おう、キンちゃん邸

Andreia Matias

Andreia Matias 。威勢のいい歌い方が魅力。


Saudades de Júlia Mendes

 Ó Júlia, trocas a noite p'lo fado

O fado, esse malandro e vadio
Ó Júlia, olha que é tarde, toma cuidado
Leva o teu xaile traçado porque de noite faz frio

 

Ó Júlia, andas com a noite na alma
Tem calma, ainda te perdes p'ra aí
Ó Júlia,se estás de novo vencida
Não queiras gostar da vida que ela não gosta de ti

 

Não fales coração, tu és um tonto sem razão,
Viver só por se querer não chega a nada
Aceita a decisão que os fados trazem ao nascer
Todos nós temos de viver de hora marcada

 

Se Deus me deu a voz, que hei-de eu fazer senão cantar
O fado e eu a sós queremos chorar
Eu fujo não sei de quem, talvez do mundo ou de ninguém
Talvez de mim, mas oiço alguém dizer-me assim

Não passes com ela à minha rua (Fado Alberto)

Ao fim de tantos anos de ser tua

Amaste outra, casaste, foste ingrato
Vi-te passar com ela á minha rua
Abracei-me a chorar ao teu retrato

 

Podia insultar-te quando te vi
Ferida neste amor supremo e farto
Mas vinguei-me a chorar, chorei por ti
Por entre as persianas do meu quarto

 

Casaste, sê feliz, Deus te proteja
Não te desejo mal, e tanto assim
Que não tenho ciúmes nem inveja
Como a tua mulher teve de mim

 

Mas olha meu amor, eu não me importa
Antes que fosses dela, eu já fui tua
Podes sempre bater á minha porta
Mas não passes com ela á minha rua

 

Marujo--Limões

同じメロディーなのに別の歌詞がついている、というのはファドではよくあることだ。

 

「Marujo Português」は、アマリア・ロドリゲスが歌って日本人にもよく知られている。
リスボンの街をゆくカッコいい船乗りを描写した歌だ。
同じメロディーに乗せて歌われるのが「Rosinha dos Limões」 。
こちらは、快活なレモン売りのロズィーニャに、密かに思いを寄せるネクラな(?)男の話である。


これらの2曲を続けて歌っているのが、次の動画だ。
全体の「尺」の都合か、歌詞の一部を省略して歌っている。

Mafalda Arnauth  1974年リスボン生まれ。リスボン大学獣医学部卒。

(ちなみに Arnauth はアルノゥと読む)

Marujo Português

Quando ele passa, o marujo português
Não anda, passa a bailar, como ao sabor das marés
Quando se jinga, põe tal jeito, faz tal proa
Só para que se não distinga

 

Se é corpo humano ou canoa
Chega a Lisboa, salta do barco num salto
Vai parar à Madragoa ou então ao Bairro Alto
Entra em Alfama e faz de Alfama o convés
Há sempre um Vasco da Gama num marujo portugués

 

Rosinha dos Limões
Quando ela passa, franzina e cheia de graça,
Há sempre um ar de chalaça, no seu olhar feiticeiro.
Lá vai catita, cada dia mais bonita,
Com seu vestido, de chita, tem sempre um ar domingueiro.

 

Passa ligeira, alegre e namoradeira,
E a sorrir, p'rá rua inteira, vai semeando ilusões.
Quando ela passa, vai vender limões à praça,
E até lhe chamam, por graça, a Rosinha dos limões.

 

Quando ela passa, apregoando os limões,
A sós, com os meus botões, no vão da minha janela
Fico pensando, que qualquer dia, por graça,
Vou comprar limões à praça e depois, caso com ela!

 

Aldina Duarte

Aldina Duarte  1967年、リスボン生まれ。

Apenas o vento

Deu-me Deus tudo o que quis

Já nem sei de quanto fiz
Se foi Deus ou se fui eu
Deu-me alegrias e pranto
Mas esta voz com que canto
Foi o vento que me deu

 

Deu-me tudo, deu-me tanto
Mas esta voz com que canto
Foi o vento que me deu

 

Foi o rio e suas águas
Que me ensinou estas mágoas
A saudade, foi o mar
Mas meu canto, meu sustento
Foi o vento, foi com o vento
Que eu aprendi a cantar

 

Mas meu canto, meu sustento
Foi o vento, foi o vento
Que me ensinou a cantar

 

O vento passa por mim
Por isso é que eu canto assim
Mas, meu Deus, faça o que eu faça
Quer seja brisa ou levante
Que eu saiba, sempre que cante
Ser voz do vento que passa

 

Hei-de ser brisa e levante
Hei-de ser, sempre que cante,
Apenas o vento que passa.

Gato Escaldado

Mais de uma vez prometeste

Levar-me de braço dado

Por Alfama a passear
Eu esperei, tu não vieste -
Ficou velho e desbotado
O vestido por estrear

 

Vezes sem conta juraste
Dançar comigo no baile
Às portas da Mouraria,
Eu fui, mas nunca chegaste -
Sabem as pontas do xaile
Como chorei nesse dia

 

Vezes sem fim sugeriste
Ouvirmos fados juntinhos
Num beco do Bairro Alto,
De todas elas mentiste
E eu gastei por maus caminhos
Os meus sapatos de salto

 

Hoje vens para me propor
Casarmos na Madragoa
Como eu sempre te pedi,
Não pode ser, meu amor -
Já sabe meia Lisboa
Que eu não acredito em ti.

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